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Crianças e açúcar: esclarecemos 6 pontos sobre essa relação

Crianças e açúcar: esclarecemos 6 pontos sobre essa relação

Nós já sabemos que a alimentação balanceada é parte fundamental de uma vida saudável. Mas quanto antes esse hábito for incorporado à rotina, maiores são as chances de se tornar um estilo de vida. Por isso, há uma constante preocupação e diversos debates sobre a qualidade da alimentação infantil. Nesse âmbito, em meio às diversas críticas ao açúcar, os doces têm gerado dúvida em relação ao seu consumo pelas crianças: permitir ou não?

A pediatra Fernanda Ceragioli explica que as crianças, assim como os adultos, podem comer de tudo, desde que haja equilíbrio. Consumir todos os nutrientes é parte essencial de uma alimentação saudável, especialmente para elas, pois estão em fase de crescimento e precisam de substâncias específicas para se desenvolverem plenamente. Portanto, para sanar as dúvidas, esclarecemos alguns pontos relacionados ao consumo do doce durante a infância e adolescência:

  1. Para que a criança tenha disposição para brincar, correr e também aprender, ela precisa de energia, que provém principalmente das gorduras e dos carboidratos complexos (arroz, batata) e simples (sacarose – açúcar e frutose). A frutose está presente nas frutas, conjuntamente com fibras, por isso incentiva-se seu consumo pelas crianças (3 a 4 porções por dia). Os açúcares consumidos provêm da adição em alimentos feitos em casa (suco de frutas, doces caseiros, preparo de receitas salgadas) e nos industrializados (enlatados, ensacados e embalagens longa vida). Os doces que contém açúcar propiciam prazer e bem-estar, sobretudo em momentos comemorativos, como lanche da escola e festas de aniversário. Importante lembrar que qualquer alimento em excesso pode não fazer bem a saúde, sendo fundamental o controle dos pais em relação à quantidade consumida por dia. Deve-se atentar para a quantidade de açúcar adicionada em bebidas e aquelas que estão contidas em alimentos industrializados.
  2. A proibição total de doces ou outro alimento não deve ser prática dos pais, pois quando esses alimentos forem oferecidos às crianças desacompanhadas, haverá consumo exagerado, que vai contra uma alimentação saudável. Na fase de bebê (menores de 2 anos), recomenda-se que sejam oferecidos nas refeições alimentos in natura e aqueles com preparação caseira.
  3. Pode-se optar por diversas estratégias para controlar o consumo de doce da criança, como deixar que em um dia da semana ela escolha o que comer em uma das refeições. No lanche da escola, por exemplo. Durante a semana ou no fim de semana, a alimentação deve ser saudável, com horários definidos para café, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. É importante o controle da qualidade e quantidade de alimento que as crianças consomem.
  4. O consumo adequado de açúcar (10% do valor energético total) não causa hiperatividade. A quantidade de açúcar recomendada pela OMS varia conforme a idade da criança: quanto maior ela for, maior seu gasto energético, o que permite consumir maior quantidade de açúcar. Os pré-escolares podem consumir uma porção por dia de doces (20 g), os escolares 1 porção e meia por dia (30 g) e o adolescente 2 porções por dia (40g).
  5. O desenvolvimento da cárie dentária é causado por vários fatores, inclusive o açúcar, que pode ser encontrado em alimentos como as guloseimas ou até mesmo o leite. Higiene dental diária adequada, presença do flúor na água, assim como avaliação dentária precoce e contínua, colaboram para a redução do risco de cáries.
  6. A criança saudável pode consumir doce, desde que haja controle dos pais na quantidade e na qualidade do doce escolhido. Deve-se definir um horário para comê-lo e apreciá-lo, como um pedaço de pudim após o jantar. O segredo para uma vida saudável inclui uma alimentação variada e adequada para cada idade, prática frequente de atividades físicas e aproveitar os prazeres da alimentação com sapiência!



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